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Voltando ao trabalho depois da licença maternidade

O terror de todas as mamães desde que a gente tem um bebê é a volta ao trabalho. Muitas dúvidas, medos e inseguranças surgem ao longo desse período. Algumas mamães não retornam ao trabalho para se dedicar aos filhos, outras, que é o meu caso, precisam voltar.

No meu trabalho a licença maternidade é de 6 meses e você pode ainda tirar 1 mês de férias. No meu caso a licença acabou em abril, mas como estamos vivendo esse ano atípico eu voltei direto para o Home Office. Hoje vou contar como tem sido a volta ao trabalho presencial, minha rotina envolvendo não apenas o trabalho mas também a conciliação com a casa e filho.

O que é preciso fazer para a volta ao trabalho

Eu li sobre o que fazer quando voltar ao trabalho, as dicas eram para se preparar para o retorno, preparar a rotina de comida do bebê, preparar o local onde o bebê irá ficar, começar a fazer o bebê entender que a mãe não estará 100% ali para ele.

No meu caso deu tudo errado porque descobri na semana anterior que voltaria na segunda ao trabalho, só deu tempo de enlouquecer, chorar, desesperar, ficar calma e entender que tudo ia dar certo porque tem que dar certo e tudo sempre dá no final.

Sempre falo isso nos meus textos, que a gente se reinventa nessa vida de mãe e eu precisei mais um vez entender que tudo ia mudar e que nem tudo seria tão ruim como imaginei e nem tão bom como deveria ser, mas tendo esse pensamento já é meio caminho andado.

Nosso emocional

As emoções tomam conta da gente de uma forma avassaladora, eu fiquei afastada por 1 ano do trabalho, da minha equipe e de tudo e é claro que a ansiedade tomou conta de mim no momento que descobri que voltaria. Além disso estamos vivendo uma pandemia de uma doença que não sabemos os efeitos ainda, fiquei com muito medo, pois como falei no texto da gravidez, Gabriel é grupo de risco por conta do tratamento de saúde que ele fez, eu me torno automaticamente grupo de risco pois amamento, esse misto de emoção realmente tomaram conta de mim.

Mas deu tempo de organizar as máscaras, o meu estoque de álcool em gel e começar com o pé direito minha nova rotina, e vou contar para vocês que não foi nenhum bicho de 7 cabeças como imaginei.

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O grande dia

A segunda-feira chegou e eu iria retornar as minhas funções e aprender novas coisas. Cheguei ao trabalho feliz, reencontrei amigos, falei como estava a minha pequena Joana para todos que me acompanharam a gravidez inteira, todo mundo conversando sobre a vida e os novos hábitos.

A vida de mãe transforma a gente de uma maneira incrível e como nosso assunto com as pessoas mudam, já comecei meu primeiro dia falando da maternidade. Algumas coisas como peito cheio vazando e pontadas de curiosidade de saber como estavam as coisas em casa aconteceram, o que é super aceitável!

O mais engraçado desse dia é que eu tinha certeza que ele seria horrível, que eu ia chorar o dia inteiro e sofrer, mas foi totalmente ao contrário, eu ri demais, brinquei e fiquei super bem. Confesso que me bateu uma espécie de remorso por não ter acontecido tudo que pensei que fosse acontecer, como chorar horrores o dia inteiro. Eu já li em alguns textos de pediatras que isso acontece muito, que essa parte de você relaxar a mente da rotina de casa muda seu humor e faz você ser uma pessoa menos estressada e sobrecarregada em casa, e comigo aconteceu desse jeito, eu cheguei em casa mais relaxada, cheia de novos assuntos, cheia de saudades, minha filha também estava bem e tudo foi bem leve.

Como ficou o meu bebê em casa quando voltei ao trabalho

Lá em casa sempre dividimos todas as tarefas em tudo e agora não está sendo diferente. Joana tem ficado com o pai, pois Gabriel fica em casa e ela também não entrou em creche por conta da pandemia.
O nosso maior medo da minha volta ao trabalho era porque a Joana só dormia comigo e no peito, como já falei alguma vezes ela não pegou mamadeira e nem chupeta, o que complica ainda mais.

Eu prometi que não ficaria o dia inteiro ligando e nem perturbando o Gabriel porque eu sei que seria muito chato isso, se tem uma coisa que eu não gosto é alguém me mandando mensagem toda hora quando estou doente por exemplo. Então eu sempre tento ser menos invasiva, mas a curiosidade de mandar mil mensagem por dia foi grande, mandei só algumas o que era ok, afinal era o meu primeiro dia longe de casa sem a minha filha, né?

O dia fluiu super bem por lá, ele me contou como estava sendo o dia dela, ela chorou para dormir de tarde, o que já esperávamos, mas logo dormiu, almoçou super bem e brincou bastante como eram todos os dias comigo em casa. Eu fiquei muito aliviada.

Ao longo da semana foi só melhorando, quando Gabriel precisava fazer algumas tarefas fora de casa ele deixou a Joana com a minha sogra e minha cunhada, que também foi uma super ajuda.

Mudanças amamentação

Na quarta-feira eu cheguei em casa e infelizmente a Joana já havia dormido, o que eu também já esperava acontecer um dia, fiquei com o coração apertado e o peito literalmente cheio pois todo dia eu chego em casa e ela mama bastante até esvaziar o peito. Nesse dia que ela dormiu antes, eu fiquei a observando pela babá eletrônica e morrendo de amor e fui dormir com peito cheio. Como ela ainda acorda muito de madrugada, pelo menos umas 3 vezes, eu esperei a primeira acordada para mamar e tudo certo.

Graças a Deus eu não produzo mais tanto leite como era no início e isso ajudou bastante nessa semana, fico imaginando como seria se eu tivesse voltado com 6 meses, como normalmente era para ser, acho que eu teria que tirar leite no trabalho, mas não foi assim que aconteceu e está tudo indo bem.

Acredito que agora diminuirá bastante a produção de leite e com isso espero que as mamadas da madrugada também diminuam, pois trabalhando o dia todo sem descanso e acordando várias vezes de madrugada meus dias tem ficado muito cansativos e também preciso me adaptar a nova rotina, mas ainda não penso em tirar o peito dela, vou aguardar o momento dela para isso.

O retorno ao trabalho pra mim não foi ruim e nem pesado, tem sido bom, chego em casa cansada mas com saudades do meu marido e da minha filha, isso tem me feito ser mais carinhosa também.

Nossa rotina

A rotina da casa tem ficado com o Gabriel, a rotina de alimentação da Joana também, ele é muito cuidadoso com ela e isso me alivia e me faz trabalhar mais relaxada e tranquila.

De manhã, quando consigo, me dedico ao ateliê e quando não consigo fico com minha filha nos afazeres com ela, assim como quando chego a noite me dedico as brincadeiras com ela e a rotina do sono que estamos mantendo firme.

O amanhã não sabemos como será, por enquanto tudo tem se encaixado como sempre foi, a gente se desesperar faz parte, o medo faz parte, mas precisamos acreditar mesmo que tudo dará certo e daqui a pouco ela entrará na creche e aí viveremos novamente toda essa ansiedade e teremos que nos adaptar a outra nova rotina.

É difícil demais tudo que vivemos na maternidade mas a recompensa como sempre falo é o sorriso e o bem estar de nossos filhos. Eu queria muito não precisar voltar ao trabalho e me dedicar integralmente a minha filha mas infelizmente ainda não consigo e também faz um bem sair todo dia, voltar a me arrumar, maquiagem (mesmo de máscara), ter rotina de trabalho, falar de coisas aleatórias com os amigos de sala e retornar à alegria da casa.

Estou em paz, feliz e vivendo um dia de cada vez!