Vesícula vitelina

Vesícula Vitelina, o que é? Quais as suas funções?

Logo quando descobrimos a gravidez, já queremos saber tudo o que está acontecendo dentro de nós. São tantos nomes e termos técnicos que ficamos confusas! Mas não se preocupe, aqui você encontrará informações sobre a vesícula vitelina e um pouco sobre a placenta.

O que é a vesícula vitelina?

O nome pode parecer de outro mundo, mas não se preocupe! Vesícula vitelina é algo completamente normal, principalmente em humanos. A vesícula vitelina, também conhecida como vesícula vitelínica ou saco vitelínico, é um anexo embrionários. Os anexos embrionários são órgãos que não fazem parte do corpo do bebê, mas são importantes para sua formação. A vesícula vitelina é formada nas primeiras semanas, logo após o processo de nidação, ou seja, quando o embrião já está fixado na parede uterina. Este anexo embrionário se forma a partir do folhemo germinativo, mais especificamente o mesoblasto e o endoblasto. E se “dissolve” quando a placenta já está pronta para substituí-lo.

Qual a função da vesícula vitelina?

A vesícula vitelínica tem praticamente a mesma função que a placenta, já que no futuro será substituído por ela. Logo, este anexo embrionário é importante para a oxigenação, nutrição e sangue do bebê. Mas uma das coisas mais legais sobre ela é que ela é uma grande bolsa com uma substância chamada de vitelo. O nome pode não ser familiar, mas com certeza você já viu muito vitelo na vida. É que nós costumamos chamar o vitelo da galinha de gema. Isso mesmo, você não leu errado, a gema do ovo que nós comemos é o vitelo. Esse tal vitelo é como um suco nutritivo, que alimenta o embrião, por isso muitos nutricionistas falam que a gema é extremamente nutritiva.

Como aparece em exames?

Mesmo nas primeiras semanas da gravidez os exames de ultrassom já são pedidos. O que se analisa nesses primeiros exames é principalmente os anexos embrionários, já que o embrião ainda é pequeno. Por causa disso, muitas vezes o embrião nem é visto na ultrassom. A vesícula vitelínica é visível já na 5ª semana de gestação, junto com o saco gestacional, e seu tamanho é muito maior que a do embrião. Acompanhar o desenvolvimentos destes “órgão provisório” é muito importante. Já que através deste acompanhamento pode-se constatar ou não um óbito embrionário precoce.

Até quando a vesícula vitelina funciona ?

Como dito anteriormente, a vesícula vitelina será substituída pela placenta. Por isso, ela atua até que possa ser substituída, por volta da 10ª semana. E aos poucos, ela vai encolhendo e murchando e sendo “absorvido” por outras partes e no futuro ela integrará a parede intestinal do bebê. Mas quando a vesícula é grande demais e não dissolve bem, o bebê encontra dificuldades em se “conectar” com o cordão umbilical o que pode trazer complicações à gravidez.

Um pouco sobre a placenta

A placenta, assim como a vesícula vitelina, é um anexo embrionário e é expelido pelo corpo no parto. Este órgão é multi-funcional e funciona como um “substituto” do pulmão, rim, intestino e etc. De uma maneira simples, a placenta é o meio pelo qual a mãe e o bebê se “comunicam” fisiologicamente falando. Através da placenta a troca de gazes e a nutrição da criança é realizada. Um fato curioso é o destino deste órgão “temporário”. Algumas mães escolhem não cortar o cordão umbilical, permitindo que este caia naturalmente, outras escolhem comer. Você não leu errado! Uma nova onda chamada de placentofagia e é comum no mundo animal, mas não entre mães humanas. Não existem muitos estudos sobre isso, então é preciso ter muito cuidado.

Algumas doenças transmitidas pela placenta

Como a placenta faz essa ligação fisiológica entre a mãe e o bebê, muitas vezes a mãe pode transmitir alguma enfermidade ao bebê. A doutora Janyele Sales explicou alguns dos fatores que contribuem para essa transmissão:

“Durante a gestação, a transmissão pode ocorrer devido à permeabilidade da placenta a esses agentes infecciosos, dependendo do trimestre da gravidez, do tipo de agente infeccioso e do estado imunológico da mãe.”

Resumimos as doenças e os riscos que a doutora explicou aqui abaixo:

  • Rubéola: Se for adquirida pela mãe no 1º trimestre de gravidez. Riscos de malformações que podem causar surdez, atraso no crescimento intrauterino, problemas cardíacos e oculares. Há também risco elevado de aborto e parto prematuro.
  • Sífilis: Risco de malformações como: surdez, hidrocefalia, anomalias nos dentes e nos ossos, além de aumentar o risco de parto prematuro ou abortamento.
  • Toxoplasmose: A doença é adquirida pelo ingestão de carne mal passada, ovos crus, frutas e vegetais mal lavados e leite não pasteurizado ou fervido, contaminados com o parasita que está presente em fezes de gatos. Pode causar problemas no coração, cérebro, olhos, fígado e no desenvolvimento fetal. A longo prazo, o bebê pode apresentar retardo mental, surdez e cegueira;
  • HIV: O risco de uma mãe portadora do HIV infectar o bebê durante a gravidez é de 25%. No entanto, com o uso dos medicamentos antivirais e acompanhamento médico, esse risco cai para 1%.
  • HPV: O Papilomavírus Humano pode ser transmitido ao bebê durante a gestação e o parto, contudo a frequência de transmissão é relativamente baixa (2,8%).
  • Hepatite B: A mãe também pode transmitir o vírus da hepatite B ao bebê durante o nascimento. A doença causa inflamação crônica do fígado e favorece partos prematuros.
  • Herpes: Afeta pele, olhos e boca, na maioria dos casos. Se não for devidamente tratado logo na primeira semana, o quadro se agrava, podendo haver comprometimento do cérebro, músculos, fígado e sangue, além de prejudicar a respiração, aumentando o risco de morte.

Anormalidades na vesícula vitelina

Em alguns estudos acadêmicos foram identificadas algumas anormalidades com a vesícula vitelina. E infelizmente, muitas estão associadas com o óbito embrionário precoce. Aqui está um pequeno trecho do ensaio iconográfico do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem:

“Alguns achados ultrassonográficos caracterizam o óbito do embrião na primeira metade do primeiro trimestre, em fases precoces, antes que se possa mensurar o comprimento cabeça-nádegas. Destacam-se os aspectos da vesícula vitelina pequena, hiperecoica, ou hidrópica, aumentada de volume, com diâmetro superior a 7 mm, ou ainda, cavidade amniótica pequena, desproporcional em relação ao tamanho do saco gestacional. Pequenos sacos gestacionais antes da nona semana podem estar associados à aneuploidia”

É importante lembrar que antes de tomar qualquer conclusão você deve consultar seu médico, pois ele é capacitado e formado para diagnosticar da melhor maneira.

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