vacinas na gravidez

Vacinas na gravidez: como garantir a saúde da mamãe e do bebê

As vacinas na gravidez sempre deixam as mamães com muitas dúvidas. Algumas doses são obrigatórias; outras, completamente proibidas durante a gestação. Para que você se sinta segura, vamos explicar quais uma mulher adulta deve tomar e quais não são indicadas para esse período.

Qual é exatamente o mecanismo de ação das vacinas?

A imunização por vacinas pode utilizar substâncias estranhas (antígenos) ou componentes do sistema imune. No primeiro caso, as substâncias estranhas vão ativar os processos imunológicos do organismo. Já no segundo caso, componentes imunológicos já prontos irão ser utilizados para ajudar uma pessoa numa resposta rápida e eficaz contra um agente estranho e perigoso.

Os antígenos são amostras dos próprios microorganismos causadores das doenças. Eles enviam a mensagem da existência de uma suposta ameaça para que o sistema imunológico comece a produzir anticorpos de combate, que ficarão “a postos” durante toda a vida.

Esse fato costuma provocar polêmica em torno da vacinação: muitos acreditam que receber os antígenos pode acabar levando ao efeito contrário. No entanto, antígenos não são capazes de provocar doenças, porque estão mortos ou inativados, de modo que, de maneira geral, tornem-se inofensivos.

As 3 principais vacinas na gravidez

Toda mamãe deve conversar com o obstetra a respeito dessas 3 vacinas. Cada uma delas terá um papel específico na sua proteção e na do seu bebê.

Influenza (Gripe)

Essa é uma das mais importantes vacinas na gravidez. Ela protege contra os principais tipos de gripe, garantindo que a mamãe não tenha complicações durante a gestação ou amamentação. Pode ser tomada em qualquer mês gestacional e até 45 dias após o parto. A rede pública de saúde disponibiliza a vacina gratuitamente.

Tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche)

A tríplice bacteriana deve ser tomada durante a gravidez por ajudar a prevenir a uma remota possibilidade de tétano durante o contato com a instrumentação do parto. Além disso, ao passar os anticorpos para o bebê, ela protege o recém-nascido contra a coqueluche, que apesar de ainda rara, vem aparecendo com freqüência nos consultórios de pediatras.

Normalmente, ela é aplicada após a 20ª semana de gestação. O SUS também garante esta vacina para todas as mulheres grávidas.

Hepatite B

As mamães devem ser imunizadas contra a Hepatite B para evitar a própria contaminação e a possibilidade de complicações hepáticas no seu bebê. Muitas vezes, a doença só chega a se manifestar na fase adulta da criança e não apresenta sintomas muito específicos, sendo similar a uma virose.

A vacinação acontece em três etapas, a partir do segundo trimestre de gestação (após o terceiro mês). Caso a mamãe já tenha sido vacinada anteriormente, não há necessidade de reforço.

Vacinas que precisam de estudo médico

Há algumas vacinas que devem ser avaliadas individualmente pelo seu médico, para ter certeza se vale a pena ou não tomá-las.

Um desses casos é o da Meningocócica que, apesar de negativada (não possuir vírus ou bactérias ativos) e não oferecer risco para a mamãe e para o bebê, só é recomendada caso exista um surto da doença com possibilidade real de contágio da gestante.

Esta e outras vacinas na gravidez serão recomendadas pelo seu médico em caso de real necessidade, fique tranquila.

As vacinas proibidas na gravidez

Algumas vacinas são mesmo proibidas para as mamães, tanto pela possibilidade de ativação de uma forma leve da doença, quanto por oferecer possíveis riscos ao bebê. Entre elas estão as vacinas da Dengue, HPV, Catapora (Varicela) e a Tríplice Viral (Sarampo, Rubéola e Caxumba).

Caso a mamãe não tenha tomado estas vacinas antes de engravidar, a recomendação é esperar pelo parto. Na grande parte dos casos, a mamãe é vacinada logo após o nascimento do bebê, o que ajuda a transferir os anticorpos necessários à criança por meio da amamentação.

E a vacina de Febre Amarela?

Com um aumento dos casos de Febre Amarela nos últimos tempos, e a recomendação de vacinação antes da visita a alguns locais, essa discussão deve ser feita entre paciente e médico. Em cada caso, a possibilidade de contágio será avaliada pelo obstetra, que vai definir se a gestante deve ou não se vacinar.

Se a sua região teve casos recentes da doença, converse com seu médico a respeito. Juntos, vocês poderão definir o que é melhor para a mamãe e para o bebê.

Vou viajar e a vacina é necessária. O que fazer?

O ideal é que as vacinas obrigatórias para viagens sejam tomadas até três meses antes do início da gestação. Caso isso não seja possível, apenas o seu médico vai ser capaz de definir se a mamãe poderá – ou não – tomar a vacina. Em alguns casos, chega-se a recomendar que a viagem seja adiada.

As vacinas, quando tomadas corretamente, vão garantir que o seu bebê esteja protegido pelos anticorpos que recebeu da mamãe durante a gestação e pela amamentação, até que ele mesmo possa produzi-los. E vale ressaltar: SEMPRE converse com seu médico! Em alguns casos extremos, mesmo as vacinas proibidas para grávidas precisam ser tomadas.

Garantir que as vacinas na gravidez esteja em dia é o primeiro cuidado com o seu pequeno. Verifique a sua carteira de vacinação e compartilhe esse conteúdo sua amiga que também vai ser mamãe para que ela possa conferir a carteirinha dela também!