Descrever o que é ser mãe é tão singular, diria até ousado. Cada mãe tem sua história, sentimentos. E essa história de ser mãe já começa com a descoberta da gestação. É difícil entender porque dizem “futura mamãe” ou então “quando nasce um bebê, também nasce uma mãe”. Será que é só pela certidão de nascimento? Quando se registra o bebê em cartório também registram a mãe, de fato. Mas só assim é válido?

Aprendemos – sendo mãe ou admirando as nossas mães, amigas, familiares e até mesmo desconhecidas que exercem a maternidade – que ser mãe é se entregar: você se entrega em amor, tempo, paciência, ansiedade, anseios e sonhos. E, claro, isso não acontece só depois do nascimento.

Toda grávida já é mãe. Tentar e tentar a tão sonhada gravidez, realizar o sonho, descobrir a gestação, sem saber ao certo o que virá após essa descoberta. Planejada ou não, vivemos na gravidez nossos medos e, com a espera, muitos momentos “mamãe e filho”, que tornam, desde a barriga, essa relação única.

O teste dá positivo e um novo mundo se abre. “Parecia que eu já sabia tanto do mundo”. E agora? Será que vou saber fazer tudo certo? O que é melhor pra ele? Será que ele está bem? E quando eu voltar ao trabalho? Qual será a fralda ideal? E o chá de fraldas? E o quarto do bebê? Então, começa a nossa entrega, já na descoberta. Dedicamo-nos às pesquisas diariamente. “Que tamanho que está meu bebê?”, “translucência nucal?”. As consultas, os ultrassons e, muitas vezes, um novo estilo de vida, se necessário, mudam a alimentação, a rotina. Tudo por ele, pelo bebê, pelo filho, que já é filho – e nós também, já somos mamães.

As mudanças no corpo nos tornam mãe. Você pode se sentir cansada, com sono, comer mais, seus contornos vão mudar, mas é porque o corpo já sabe que você é mãe e faz de tudo para que seu filho fique bem e se desenvolva.

E os ultrassons? As imagens que só a grávida, mãe, consegue ver e entender, talvez não tecnicamente, “mas sim, ele está ali, faz parte de mim”. São tantos sentimentos indescritíveis nessa relação, mas ouvir no ultrassom o coração do bebê pela primeira vez é talvez um dos mais especiais. É como se o filho estivesse falando que está vivo, empolgado, preparando-se para vir ao mundo. Ele já sabe e sente a mamãe – e a recíproca é verdadeira.

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Não é só o som do coração que os une. Também aprendemos, ainda na gravidez, quais são os sons que nos acalmam e que o bebê gosta. Ele já ouve a nossa voz, músicas. Ele sente o toque na barriga – sim, o seu carinho, mamãe. Se você está triste ou nervosa, o bebê sabe. Uma relação de cumplicidade de mãe e filho que é incrível, desde a barriga.

Vocês terão conversas sobre como será o mundo aqui fora, e ele vai se empolgar com seus estímulos, com chutes e movimentos que vão lhe fazer olhar para a barriga apaixonadamente, como se já estivesse olhando para os olhinhos dele. Uma conexão que vai além do cordão umbilical. Vocês já se amam, são mãe e filho.

E tem a hora do parto, que você planeja, pensa e espera. E que espera boa é curtir a barriga, relembrar desde as primeiras semanas até o grande momento que está chegando. Viver uma nova fase, uma nova vida de mãe e filho. E o parto pode ser como você sonhou, como pode ser diferente do planejado, mas tenha uma única certeza: você já será mãe e essa será uma nova fase, agora com ele no seu colo, o lugar preferido dele. E ele prontamente vai identificar a sua voz, a música favorita e o seu toque. Ele reconhecerá sempre o amor, todo amor que vocês apenas começaram a construir. Mãe e filho, desde sempre.

toda grávida já é mãe
“toda grávida já é mãe”
Por Suzane Rodriguez, mãe do Davi (5) e do Joaquim (2).
Porque toda grávida já é mãe
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