São os enjoos, a ansiedade, um amor que cresce a cada segundo e tantos outros sentimentos e sensações que surgem com a gestação que é impossível listar todos. Ao longo da gravidez, o que as mamães e papais acabam ouvindo são inúmeras sugestões e palpites, que não costumam agradar. “Não vai dormir mais à noite”, inclusive, é a campeã delas.

O que não te contaram sobre a gravidez?
O que não te contaram sobre a gravidez?

Mas se uma experiência positiva for compartilhada, isso pode tornar a gestação um momento mais seguro e ainda mais encantador.

Pensando nisso, o Lá Vem Bebê reuniu uma série de depoimentos, de mamães e papais, sobre o que não contaram a eles sobre a gravidez.

Ah!, os sintomas. Alguns são conhecidos, como os enjoos e o sono. Mas e no dia a dia, o que muda? Para a mamãe Ana Paula Pereira, os looks do dia merecem destaque.

“Uma única coisa era o salto alto, que durante a gravidez e até agora não consigo mais usar. E ninguém me contou também que durante a gravidez iria receber tantas dicas e palpites durante os 9 meses e que eu iria amadurecer tanto”, conta.

 

A rotina também muda quando vem uma sensação diferente, como nos revelou a mamãe Laiz Lima, da pequena Alice, 1 anos e 11 meses.

 “Não me contaram que sentir o bebê mexer dentro da barriga é tão emocionante! Todo mundo sabe disso, mas ninguém fala como ele responde ao toque, à música, aos movimentos e às conversas.”

 

Por falar em emoção, este é um dos pontos que mesmo que alguém fale, é impossível imaginar como é realmente. 

“Por mais que eu tenha lido vários livros relacionados à maternidade durante a minha gravidez, não esperava que essas coisas de mãe fossem tão intensas. Eu tinha uma ideia pelo que eu ouvia de algumas amigas mamães e até mesmo pela minha própria mãe, mas no nascimento de meus três filhos veio a responsabilidade enorme que vem com uma criança”, revela a mamãe Silvana Peracini, que tem três meninos.

 

E o hormônios? Como decifrá-los? Para a mamãe da pequena Elisa, de 1 ano e 8 meses,  Marinella Souza, esse foi um caminho para entender melhor as mudanças e esperar por elas.

“Quando a Elisa nasceu eu já era PHD em puerpério. Sabia da dança dos hormônios, do baby blues, da era dos extremos que seriam aqueles meses iniciais. O que eu não poderia supor era o tamanho da revolução que ver um ser humano sair de dentro de mim, graças tão somente ao meu esforço, iria provocar.  Dizem que quando nasce um bebê nasce o tal do maior amor do mundo, mas eu não gosto de medir o imensurável, amor é amor e pronto. De tão grande não tem medida nem parâmetro de comparação. O que nasce maior é a preocupação. A maior do mundo. Da galáxia inteira. Vinte quatro horas por dia, sete dias por semana. Sem fim. E isso tbm te transforma, te faz mais atenta, mais sintonizada, mais leoa. Ter um filho é transformador, revolucionário, intenso, animalesco… E isso ninguém me contou antes.”

 

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E a ansiedade? Administrá-la é importante, mas ela também pode ajudar. Para a mamãe do Matheus, 5 anos, Paula Franco, por exemplo, faltou informação durante a gravidez de como poderia ser a amamentação.

“No primeiro contato mãe e filho, aquele sonho. Eu pego meu filho e instintivamente levo ao seio para amamentá-lo e aí a frustração, pois meu filho não pegou o peito. Foram muitas as ‘ajudas’ das enfermeiras, pediatra, até uma fonoaudióloga foi visitá-lo. Projeto Casulo, remédio para aumentar leite, bombinha, palpiteiras de plantão. Depois de um exaustivo mês, desisti. Meu conselho? Procure ajude antes do nascimento. O bico do meu peito não favorecia meu filho, que não queria saber de muito esforço para mamar, falta de informação e conhecimento, foram muitos os fatores. Mas, se eu tivesse preparado o bico, conhecido técnicas como o da sonda e se não tivesse tanta interferência e um pouco mais de intuição, acredito hoje que poderia sim ter amamentado. Hoje meu filho está com 5 anos, é superinteligente e saudável, de nada o afetou o uso de fórmulas. Só ficou o meu sonho da ‘maternidade perfeita’, a lição que ser mãe é muito mais do que eu poderia sequer um dia, ter imaginado.”

 

E na visão do papai, como é a gravidez? Para Khalil Melo, cantor e papai da Alice, 5 anos, foi pura emoção.

“É incrível quando nos tornamos pai, muda tudo. As prioridades, os sonhos são completamente renovados. Eu aprendi ser melhor pai quando me tornei um filho melhor. O que ninguém me contou antes da gravidez foi o amor imensurável que eu sentiria ao vê-la pela primeira vez na maternidade e o sentimento que brotou em meu coração naquele momento até hoje não consigo explicar. Nós ouvimos falar que o sentimento é lindo, que muda nossa cabeça e tudo mais, mas realmente é mágico e traz uma transformação dentro da gente além da compreensão.”

 

Algumas coisas também são pouco faladas durante a gravidez, mas são normais, curiosas e, claro, cada gestação é única, nenhuma mãe é igual a outra.

Então, sem comparações, o que pode te surpreender e é normal:

  • Esquecimento. Concentração e lembrar de alguns fatos se tornarão tarefas não tão fáceis. O cérebro tem partes que aumentarão de tamanho, mas ele diminui perto do bebê nascer. Mas tudo é temporário depois do parto ele vai voltando ao normal.
  • Sorriso. Cuide dos dentes e gengiva, porque você vai sorrir bastante. Brincadeiras à parte, os níveis de progesterona e estrogênio aumentam bastante e isso dilata os vasos sanguíneos, facilitando o sangramento.
  • Nariz entupido. Sim, existe a rinite gestacional, que acontece pela elevação do estrogênio que acaba inchando as mucosas do nariz e aumentando a produção de muco.
  • Humor. As variações de humor podem permanecer durante toda gravidez, graças às alterações hormonais. Para se ter uma ideia, elas são quase 30 vezes maiores que na TPM.
  • Empatia. Os papais também podem ter sintomas da gravidez, conhecida como Síndrome de Couvade.
  • Cólicas. Elas são normais no início da gestação, indicam que os hormônios estão em ação para preservar o embrião, o que aumenta o fluxo sanguíneo na região pélvica.
  • Inchaço. Algumas gestantes ficam com os pés e as pernas inchados. A drenagem linfática, feita por um profissional, de preferência especialista em gestante, pode ajudar bastante. Algumas mamães precisam usar um número de sapato maior.
  • Sapatos. E por falar em pés, fica bem difícil amarrar os sapatos no final da gestação.
  • Olfato. Nosso sentido fica mais sensível também aos cheiros. Fique tranquila.
  • Espinhas e pele oleosa. Estão ligadas às mudanças hormonais, mas podem mudar bastante de mamãe para mamãe.

E a lista segue. São tantos itens que já estamos pensando no próximo post sobre o assunto. Envie para gente o que não te falaram sobre a gravidez. Vamos adorar!

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