Estresse na gravidez: por que você deve evitar?

Todos nós temos preocupações. Muitas são de curta duração e desaparecem com pouco esforço. Porém, quando uma preocupação persiste, pode nos roubar a vitalidade, o entusiasmo e a energia, levando-nos a colapsos físicos e mentais. Particularmente, o estresse na gravidez multiplica o problema por dois, já que o bebê também sofre as consequências.

Por isso, vamos entender melhor como essa patologia se manifesta e o que podemos fazer para garantir uma gestação tranquila, mesmo diante de grandes preocupações. Confira!

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Como funciona o mecanismo biológico do estresse?

O estresse é uma reação fisiológica do organismo, no qual entram em jogo vários mecanismos de defesa para lutar contra uma suposta ameaça. Trata-se de uma reação natural e necessária para a sobrevivência, não necessariamente ruim.

Se houvesse a total ausência do estresse, as pessoas se distrairiam facilmente, cometeriam erros por omissão ou adormeceriam mesmo quando o estado de alerta fosse indispensável.

Mas, quando esse mecanismo de defesa atua em excesso ou de maneira desproporcional à ameaça vivida, ocorre quando uma sobrecarga no organismo, desencadeando doenças que impedem o funcionamento normal do corpo humano.

Alguns sintomas são notáveis, como ficar nervoso ou ansioso. Outros, nem tanto: é o caso da aceleração do coração, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, sudorese, paralisia, alterações de humor, enfraquecimento do sistema imunológico, alterações de apetite e padrão de sono, etc.

Quais as particularidades do estresse na gravidez?

Para ocorrer bem, a gestação requer que a mãe tenha um corpo e uma rotina saudável. Mas, ao abrir as portas para tantas doenças, o estresse na gravidez também pode prejudicar o bebê, aumentando as chances de infecção no útero, baixo peso e parto prematuro devido à alta tensão da musculatura.

Além disso, o estresse aumenta a produção de um hormônio chamado cortisol, que pode chegar ao cérebro do feto, causando alterações estruturais e funcionais no desenvolvimento do bebê – sobretudo no que diz respeito à capacidade futura de memorização e aprendizado.

Também vale ressaltar que o cortisol em excesso aumenta a sensibilidade da criança a alergias, como a asma, por exemplo. Também multiplica os riscos de resistência insulínica, obesidade e doenças cardíacas no futuro.

 

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Como identificar se o estresse está em um nível aceitável?

Nem todo estresse é ruim. O estresse bom é chamado de eustresse, que nos energiza e aumenta o foco e a concentração. É proveniente de situações sobre as quais sentimos que mantemos certo grau de controle, como uma apresentação de trabalho ou uma apresentação musical. Se controlado, ele tende a elevar nossa criatividade e produtividade.

Já o distresse é a resposta ao estresse que é destrutivo e negativo. É proveniente da nossa reação a situações que parecem fora de controle. Quando nos sentimos ameaçados ou amedrontados, o corpo libera substâncias químicas para iniciar uma sequência de eventos que aumentam a pulsação cardíaca, o que algumas pessoas chamam de um fenômeno de “luta ou fuga”.

Os efeitos pioram em um estado de hiperestresse, que provoca angústia permanente e afeta os relacionamentos, saúde e desempenho profissional. Leva ao esgotamento, provoca úlceras estomacais, ataques cardíacos e colapsos psicológicos.

Em geral, é preciso buscar ajuda quando o estresse leva às seguintes consequências:

Psicológicas

  • Depressão;
  • Fadiga;
  • Ansiedade crônica;
  • Aumento dos conflitos pessoais devido ao pensamento negativo, impaciência, apatia, raiva e hostilidade;
  • Esgotamento: exaustão, depressão, isolamento e não envolvimento;

Físicas

  • Aumento de pressão sanguínea e problemas no sistema cardiovascular;
  • Hiperatividade gastrointestinal: hiperacidez, úlceras, intestino irritável, diarreia;
  • Dores de cabeça;
  • Erupção cutânea, coceira;
  • Fadiga sem explicação;
  • Aumento de infecções, devido ao comprometimento do sistema imunológico;
  • Problemas dentários devido ao cerramento da mandíbula e dos dentes;

Comportamentais (problemas pessoais)

  • Reação irracional às declarações ou às ações das pessoas;
  • Prepotência;
  • Explosões de mau humor;
  • Propensão a acidentes devido à falta de concentração;
  • Imprudência ao dirigir;
  • Aumento do uso de tranquilizantes, álcool e cigarros;
  • Risos inapropriados.

Como evitar e tratar o estresse na gravidez?

O relaxamento é a terapia imediata mais eficaz para o estresse em excesso. Mas a maneira de uma pessoa relaxar depende das circunstâncias em que o problema ocorre e dos métodos adequados para cada indivíduo e situação. Confira algumas dicas:

Atividade física

A atividade física é uma excelente maneira de reduzir o estresse. As gestantes podem procurar, especialmente, aulas de hidroginástica, pilates e ioga. São exercícios que aliviam as tensões, acalmam a mente e liberam endorfinas – os hormônios do prazer.

Exercícios de respiração

São fáceis de se fazer e não incomodam as outras pessoas. Respire profundamente pelo nariz e deixe o ar sair lentamente pela boca. Faça isso várias vezes e observe como todo o corpo reage e começa a relaxar.

Foco na saúde

O descanso associado à alimentação saudável pode fazer milagres no controle do estresse. Não negligencie essa necessidade.

Lazer

Definitivamente, estar grávida não significa estar doente. A menos que esteja vivendo uma gestação de risco e o médico recomende repouso absoluto, não deixe de passear e fazer atividades prazerosas.

Ajuda médica

Quando o estresse na gravidez é muito grande, originado por alguma situação de violência ou perda de parentes, por exemplo, o quadro pode evoluir para um transtorno de estresse pós-traumático. Nesse caso, apenas um bom psiquiatra poderá prescrever as medicações adequadas.

A ansiedade e as preocupações durante a gestação são comuns: afinal, uma nova vida vem por aí e está sob sua responsabilidade. É normal sentir medo! Mas você pode aprender a gerenciá-lo para uma maternidade ainda mais saudável.

Gostou dessas dicas? Vale a pena conferir também outro artigo do blog. Provamos que você também é biologicamente preparada para ser mãe e com certeza vai dar conta de tudo! Confira: Mãe de primeira viagem? A ciência pode te deixar tranquila!

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