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Descubra as respostas para as principais dúvidas sobre o parto!

A hora do parto é um dos momentos mais aguardado pelas mamães durante a gestação, já que é o momento de finalmente conseguir ver seu bebê e começar a realmente cuidá-lo e prepará-lo para a vida fora do útero.

Entretanto, muitas dúvidas podem aparecer com relação a esse momento e por isso, preparamos este texto para responder algumas das principais dúvidas que muitas mães têm sobre esse momento tão especial. Vamos lá?

Quais exames devo fazer antes do parto?

Uma das primeiras dúvidas que podem surgir quando está chegando a hora do parto é saber quais são os exames que devem ser feitos para saber se o corpo da mamãe está em ordem para a saída do bebê.

Além dos exames normais realizados no pré-natal, também é preciso fazer a cultura de secreção vaginal. Esse exame é necessário para verificar se existe a presença da bactéria “Streptococo agalactie”, que se aloca no trato intestinal e genitourinário, tendo a chance de contaminar o bebê na hora do nascimento.

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Uma vez dentro do organismo do neném, ele poderá causar quadros de pneumonia, septicemia ou meningite. Apesar de ser inofensivo para adultos saudáveis, pessoas que tenham diabetes grave, problemas no fígado ou câncer também podem sofrer com essa bactéria.

A melhor forma de evitar se contaminar com essa bactéria é evitando utilizar talheres, copos e outros utensílios compartilhados. Além disso, é importante evitar contato com pessoas que possam estar contaminadas, já que o beijo e outras secreções.

Vou precisar fazer lavagem intestinal para o parto?

Essa não é um procedimento obrigatório, ficando a cargo do médico e da mamãe, de maneira conjunta, a fazê-lo ou não. A lavagem era realizada porque defendia-se que, ao nascer o bebê espremia o canal do reto, fazendo com que a mãe evacue durante o parto caso tenha um acúmulo de secreções no local, tendo o risco das fezes contaminarem o bebê.

Entretanto, alguns obstetras defendem o parto natural e que é comum que a mamãe defeque durante o parto e que isso não causará danos reais ao bebê. Além disso, a OMS também defende que essa prática pode atrapalhar o trabalho de parto, além de causar um incômodo desnecessário para a mamãe.

Outro motivo para que essa prática esteja em desuso é o fato de poucas mulheres acabarem, de fato, evacuando durante o nascimento do bebê, o que a torna desnecessária. Por isso, caso não queira fazer a lavagem intestinal, converse com o seu médico.

Algumas pessoas também realizam a lavagem intestinal algumas semanas que antecedem o parto, mas essa atitude também não é necessária, já que com falamos, não é uma situação comum de acontecer, mas também é normal e não causará danos ao bebê.

É necessário fazer tricotomia?

A tricotomia é o ato de cortar os pelos pubianos nos períodos que antecedem o nascimento do bebê por meio de um aparelho chamado de tricotomizador. De acordo com médicos, essa prática não é recomendada, já que os pelos pubianos podem ajudar a proteger a região, além da sua retirada dificultar a cicatrização em caso de infecção.

Assim, a realização dessa prática é considerada um tipo de violência obstétrica, e caso o seu médico peça a realização desse procedimento, explique os motivos dele não ser mais necessário e os riscos para a sua saúde.

Nos casos da cesárea, a prática é realizada apenas na região em que será realizado o corte, para facilitar  a ação da lâmina e também para auxiliar na saída do bebê. Nesses casos, a raspagem pode ser necessária, mas como uma forma de auxiliar o médico.

O crescimento de pelos nessa região é natural e não oferece nenhum tipo de problema para a mãe e o bebê durante o parto. Assim, só realize a tricotomia caso ache necessário ou se sentir incomodada com os pelos.

A episiotomia é obrigatória?

Um outro procedimento que pode ser realizado durante o parto é a episiotomia, que é um corte cirúrgico realizado na região do períneo, como uma forma de ajudar o bebê a nascer mais rapidamente.

Entretanto, ele não deve ser feito como um procedimento de rotina, principalmente sem o consentimento da mamãe. Apesar de alguns casos ser necessário, esse corte pode ocasionar em complicações, como infecções, rotura do períneo, hematomas, dentre outros problemas que vão dificultar bastante o pós-parto da mamãe.

Muitos obstetras defendem que o parto seja feito da maneira mais natural possível, para garantir o conforto e saúde do bebê e da mamãe. Por isso, é defendido que as intervenções médicas sejam feitas apenas quando é realmente necessário, e não como protocolos de rotina.

Por isso, é importante conversar com o seu médico sobre a realização desses procedimentos citados, para entender a real necessidade deles ou se é possível ter um parto mais natural sem que isso implique em complicações.

O cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê é perigoso?

Uma grande preocupação das mamães é quando percebem, durante o ultrassom ou na hora do parto, que o seu neném está com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Existe a preocupação de que o bebê possa ser sufocado ou ter algum outro problema por conta dessa condição.

Entretanto, o cordão umbilical no pescoço não representa riscos para o neném. Esse acontecimento ocorre entre 25% a 30% dos casos de nascimentos e não causam danos ao neném em nenhum tipo de parto.

Não existe risco do neném se enforcar, já que ele ainda não está respirando pelo pulmão, que é o último órgão a se formar e que só entra em ação, de fato, após o nascimento do neném, Além disso, ele fácil de ser resolvido, necessitando apenas que seja retirado após a passagem da cabeça do bebê.

Assim, não é preciso se preocupar caso apenas o cordão umbilical esteja nessa posição. Entretanto, é importante avaliar se existem outras situações ou sintomas que possam indicar que algo não está bem com o bebê.

Quais são os sinais do trabalho de parto?

Os sinais que mostram que a mulher está entrando em trabalho de parto são muitos e podem variar para cada mamãe. Em alguns casos, começam com dores que vão da região lombar até ao abdômen, fenômeno conhecido como contração.

Entretanto, para que as contrações possam ser consideradas como o início do trabalho de parto, a mamãe precisa sentir duas contrações de 40 segundos a um minuto em meio no período de 10 minutos.

Em outros casos, pode ocorrer um sangramento vaginal ou com a rotura da bolsa, fazendo com que o seu líquido do seu interior saia do corpo da mulher. Um outro sinal claro do começo do trabalho de parto é a dilatação do colo uterino, que deve estar acima dos dois centímetros.

Caso perceba que está entrando em trabalho de parto, é importante ligar para o seu médico e ir até a maternidade o mais rápido possível para que você possa ter o bebê em segurança e com todos os cuidados necessários.

Quando é necessário utilizar o fórceps?

O fórceps é um equipamento utilizado pelos médicos quando há uma demora além do normal para a expulsão da cabeça do neném de dentro do corpo da mamãe. Essa é uma forma de facilitar o trabalho de parto e fazer com que o bebê nasça mais rapidamente, além de evitar outros problemas.

Existem dois tipos de fórceps: os baixos (ou alívios), que ajudam a tirar o bebê do canal vaginal, evitando que eles possam ter dificuldade em respirar. Eles são utilizados em poucos casos e não causam muito desconforto para a mamãe ou para o neném.

O outro modelo é o fórceps alto, o qual o bebê é puxado mais acima ou diretamente do útero da mulher. Esse modelo tem cada vez mais ficado em desuso, já que ele é extremamente violento para a mulher, além de poderem causar danos neurológicos para o bebê.

Sempre procure conversar com o seu médico para verificar se vale a pena utilizar um desses métodos ou se existem outras maneiras menos violentas de auxiliar o nascimento do bebê sem que isso cause danos para ambos.

Quando é recomendada uma indução ao parto?

A indução ao parto é realizada quando existem algumas situações que podem colocar em risco a vida da mamãe e do bebê. Um desses casos é quando a data do provável nascimento passou de 15 dias após a data prevista.

Quando, por meio de testes, é constatada que se trata de uma gravidez de grave risco para a mamãe e seu bebê, a indução do parto também pode ser realizada para diminuir os possíveis danos.

A indução ao parto ocorre com a ingestão de medicamentos que provocam a contração do útero e a sua dilatação. Entretanto, esse é um procedimento que conta com riscos, já que as contrações podem ser mais fortes do que o necessário.

Em outros casos, ela pode resultar em hemorragias e sofrimento fetal. Nessas situações, é necessária uma cesárea de emergência para conter os danos e salvar a vida da mãe e do seu filho.

E então, conseguiu tirar suas dúvidas sobre o trabalho de parto? Sabemos que esse é um momento de dúvidas, mas procure curtir bastante esse momento e aguardar a tão querida chegada do seu bebê para o mundo.

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